sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Poema "Espelho" (soneto)


Espelho

Olho-me no espelho e vejo tão pouco,
Que não sei se é problema só da vista.
Talvez! Mas receio que o mal persista
E esta angústia quase me deixa louco.

E se ao acordar já vejo mal, ao deitar…
Ao deitar, ainda é pior. Só pelo receio
De se meter a noite escura pelo meio
E no dia seguinte nem sequer acordar.

Oh… Por que razão me faço eu sofrer,
Com dor de burro que tenho ao correr
Se todos os burros correm para sonhar…

Não digas nada espelho, não me digas,
Como és tão dado a mentiras e intrigas
Que enjoam neste baloiçar em alto-mar.

JA18C




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