ROTINAS QUE MATAM
Há uma porta entreaberta
entre o que fomos e o que somos.
Há um ritual divino em deixar passar
as ondas da imaginação que se levantam.
Ganham força as rotinas vãs
que moem os segundos feitos para viver.
Mas o ponto de rutura vem na brisa
e num ápice cresce em vendaval,
lançando por terra todos os sonhos.
E lá voltamos a reaprender a edificar,
a erguer novas portas para voltarmos a abrir.
E andaremos sempre às voltas
nas mesmas sombras, à procura de luz,
até que as forças se esfumem.
Foto "Pinterest"
