quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Poema "Apostas"

Apostas

O céu hoje vestiu-se de cinzento
Como uma fria espera na antecâmara,
Envolta de um escuro pardacento
e vestes com laivos de desalento
Pelos galhos que a vida p’ra si chama.

Não é desembrulhar o sofrimento…
É mais o embrulhar da minha esperança,
Que vai voando como o pó no vento,
Em fio resistente que ainda alimento
Sem perder a linha da temperança.

A realidade é um sortimento
De fugas, com a verosimilhança
A uma loba penando ferimento
Em uivos de agonia no momento
De vida e morte. Apostas na aliança...

José António de Carvalho, 12-fevereiro-2020
Foto de Conceição Silva


4 comentários:

  1. Em primeiro lugar, identifico a Ponte Romana e Ponte Medieval da bonita Vila de Ponte de Lima.... Que tantas vezes atravessei e muitas recordações e boas memórias me faz viver em saudades!
    Advém o seu nome ao rio Lima que banha a Vila.
    Mandada construir no século I, para ligar o trajeto de uma das vias militares do antigo " Conventus Bracaraugustanus" que ligava Braga a Astorga, mandada construir pelo imperador Augusto.
    Respeitante ao poema, algum desalento está patente!
    Façamos dos dias cinzentos melodias de sol onde os passarinhos cantam felizes, voando pelos céus construindo seus ninhos!
    Feitos de Amor, Calor e Dedicação!
    Parabéns pela inspiração que nos conduziu a este poema, interiorizando a alma do autor José António Carvalho.

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  2. Muito obrigado pelo comentário histórico da ponte e análise do poema, amiga Anabela Carvalho!

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