A CAMINHO DO ALTO
Que saudades já tinha de voltar
A este instante que me ensina
A colorir a vida em cada momento,
A descobrir o caminho para o mar
Numa manhã de luz e olhos de menina,
Que me eleva tudo por dentro
E devolve a este meu sangue
O seu mais perfeito movimento.
Então as mãos seguem o seu curso,
Sem escutar o agudo clarim da razão,
E registam tudo o que vem do fundo,
Das fundas fragas que trago em mim,
Para lhes dar asas e escrever assim:
Apenas o que lhes dita o coração.
José António de Carvalho, 14-setembro-2025
Pintura "Pinterest"
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